Efeito de óleos essenciais de plantas medicinais sobre a helmintosporiose do capim Tanzânia

Gil Rodrigues dos Santos, Rúbia Borges Cruz Sarmento Brum, Henrique Guilhon de Castro, Clebson Gomes Gonçalves, Rodrigo Ribeiro Fidelis

Resumo


Manchas foliares, causadas por fungos fitopatogênicos, podem reduzir a produção de forrageiras. Óleos essenciais de plantas medicinais apresentam potencial antimicrobiano. Objetivou-se avaliar a fungitoxicidade in vitro dos óleos essenciais de capim-limão (Cymbopogon citratus (DC.) Stapf (Poaceae)), citronela (Cymbopogon nardus (L.) Rendle (Poaceae)), erva-cidreira (Lippia alba (Mill.) N.E. Br. ex Britton & P. Wilson (Verbenaceae)) e hortelã-pimenta (Mentha piperita L. (Lamiaceae)) sobre o fungo Helminthosporium sp. e o efeito in vivo desses óleos e do óleo comercial de nim (Azadirachta indica A. Juss. (Meliaceae)) sobre a helmintosporiose de Panicum maximum Jacq. cv. Tanzânia-1. Foi avaliado, em cinco períodos (dois, quatro, seis, oito e dez dias de incubação), o crescimento micelial do fungo sob cinco concentrações dos óleos essenciais (C1 = 250 ppm; C2 = 500 ppm; C3 = 750 ppm; C4 = 1000 ppm e C5 = 1250 ppm). Como controle alternativo, foi avaliado o efeito preventivo e curativo sobre a helmintosporiose de cinco tratamentos à base de óleo: capim-limão, citronela, erva-cidreira, hortelã-pimenta e nim em quatro concentrações (2500; 5000; 7500 e 10000 ppm). Os óleos essenciais de capim-limão e citronela foram os mais eficientes na redução do crescimento micelial do Helminthosporium sp. Sob o óleo essencial de erva-cidreira, o patógeno apresentou crescimento até na maior concentração (1250 ppm). Pelos resultados obtidos verificou-se que todos os óleos essenciais e concentrações avaliadas apresentaram efeito preventivo e curativo, reduzindo a severidade da helmintosporiose.

Palavras-chave


Plantas forrageiras; Óleos essenciais; Helminthosporium sp.

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