Viabilidade polínica e quantificação de grãos de pólen em espécies de fisális

Daniel Fernandes da Silva, Rafael Pio, Paulyene Vieira Nogueira, Pedro Augusto de Oliveira Silva, Alana Lauar Figueiredo

Resumo


O objetivo do trabalho foi elaborar um meio de cultura para avaliação da viabilidade polínica e determinar o número de grãos de pólen por antera e por flor de espécies de fisális. O trabalho foi desenvolvido de forma sequencial, onde grãos de pólen de Physalis (P. angulata, P. ixocarpa, P. minima, P. peruviana e P. pubescens) foram submetidos à germinação em meio de cultura desenvolvido em quatro fases: verificação da concentração de ágar e pH, concentração de sacarose, nitrato de cálcio e ácido bórico. Para a contagem de grãos de pólen, cinco anteras foram coletadas entre cinco espécimes representativos de cada espécie, deixadas em repouso para ocorrência da deiscência e posteriormente adicionado ácido lático, para melhoria da visualização do grão de pólen. Após 48 horas o número de grãos de pólen foi quantificado com auxílio de câmara de Neubauer e o número de grãos de pólen por antera determinado por fórmula pré-estabelecida. Observou-se que todas as espécies possuem comportamento semelhante quanto às suas exigências para germinação do grão de pólen, sendo o pH do meio em torno de 5,4 e a concentração de ágar de 8 g L-1; todas as espécies mostram dependência de cálcio e boro para uma melhor viabilidade polínica, destacando-se P. minima em que a adição de boro não propiciou elevação acentuada na porcentagem de germinação. Quanto ao número de grãos de pólen as espécies podem ser divididas em dois grupos, com P. angulata, P. peruviana e P. pubescens com maior número de grãos de pólen por antera e por flor em relação a P. ixocarpa e P. minima.


Palavras-chave


Physalis sp.; Meio de cultura; Novos cultivos; Viabilidade de pólen

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